

O Second Life, site de realidade virtual onde as pessoas têm uma "vida paralela", teve um problema de segurança e o banco de dados com informações reais dos usuários (nomes, endereços, senhas e alguns dados sobre cartões de crédito) ficou exposto.
Em comunicado enviado no final de semana, a Linden Lab (a empresa responsável pelo site) informou o problema na segurança a seus 650 mil usuários - conhecidos no Second Life como residentes ou avatares - e alertou que todos terão de solicitar novas senhas.
O site mistura game online de realidade virtual com site de relacionamentos e oferece um mundo virtual que possui personagens de animação que os usuários escolhem e desenvolvem em interações com outros participantes.
Atualmente com cerca de 680 mil residentes, que podem comprar terras, imóveis e produtos virtuais, a sociedade fictícia tem seu próprio jornal, o Second Life Herald, cassinos, uma economia que movimenta cerca de US$ 500 mil por semana e uma moeda própria, o "dólar Linden", que pode ser convertido em dólares americanos em casas de câmbio.
A popularidade do site é tão grande que o espaço virtual de Second Life está sendo utilizado por pessoas e empresas com objetivos "sérios" ou "reais". O banco "Wells Fargo" já abriu um escritório em uma das ilhas virtuais, e um consórcio de 200 empresas, entre elas a Wal-Mart, a American Express e a Intel, criaram versões virtuais de seus empreendimentos.