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Terra Blog

31.08.06

Permalink 12:57:27. criado por terramagazine

Brasil anuncia ajuda na reconstrução do Líbano

O Brasil anuncia hoje, em Estocolmo, a doação de US$ 500 mil para colaborar na reconstrução do Líbano. De acordo o embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, subsecretário-geral político para a África, Ásia, Oceania e Oriente Médio, o anúncio será feito durante a Conferência de Doadores, convocada pela Suécia.

"No dia seguinte vamos fazer o mesmo com relação aos palestinos, mais US$ 500 mil de auxilio”, disse Pedro Motta à Agência Brasil. Motta também informou que brevemente seguirá para o Líbano uma missão brasileira de cooperação técnica para examinar com as autoridades libanesas como o governo brasileiro poderá contribuir com o processo de reconstrução do país.

Representantes de cerca de 50 países e dez organizações humanitárias estão reunidos na Suécia para tentar obter ajuda para a reconstrução do Líbano. Na conferência de doadores que começou esta manhã, os organizadores esperam conseguir um fundo no valor de € 400 milhões.

A idéia é enviar ajuda emergencial para atividades como a remoção de bombas não detonadas e a construção de casas para auxiliar as cerca de 1 milhão de pessoas desabrigadas e para suprir a carência gerada pela destruição de 30 mil residências. No final do ano, deve acontecer um encontro sobre o envio de ajuda de longo prazo para a reconstrução do país.

O Líbano já recebeu ajudas de emergência da Arábia Saudita, (€ 400 milhões) e do Kuwait (€ 600 milhões). A União Européia já prometeu o envio de € 42 milhões em ajuda de curto prazo. Entre os donativos prometidos, contam-se ainda € 180 milhões dos Estados Unidos, € 30 milhões da Itália, € 24 milhões da Suécia e € 31 milhões da Espanha.

Enquanto a comunidade internacional decide a quantia a ser doada para o Líbano, o país trabalha na reconstrução desde o início do cessar-fogo. De acordo com o canal de televisão Euronews, o Hezbolá auxiliou financeiramente cerca de 15 mil famílias deslocadas, de forma a garantir alojamento enquanto são reconstruídas as habitações destruídas.

O Exército libanês trabalha na reconstrução de algumas das pontes sobre os rios Damour, Awali, Zahrani e Litani, destruídas durante a ofensiva militar israelense.

O encontro dos colaboradores na Suécia aconteceu em meio a uma crescente preocupação entre os governos ocidentais de que o dinheiro distribuído pelo Hezbolá acabe aumentando a popularidade do "Partido de Deus". O ministro dos Negócios Estrangeiros sueco e anfitrião da conferência, Jan Eliasson, rejeitou sugestões de envio do dinheiro para o grupo.

O primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, afirmou que o auxílio recebido será distribuído de forma "transparente", e que nenhuma parcela dele dinheiro chegará às mãos do Hezbolá. Também frisou que os esforços de reconstrução serão prejudicados se Israel não levantar o bloqueio marítimo, aéreo e terrestre imposto ao Líbano.

O governo libanês calcula que os danos à infra-estrutura do país e os prejuízos indiretos resultantes, por exemplo, da perda de faturamento com o turismo somam 3,6 bilhões de dólares.

Do total arrecadado para ajudar na reconstrução, o Líbano pretende reservar US$ 52 milhões para ampliar os esforços de limpeza da mancha de petróleo que se espalhou por sua costa depois de Israel ter bombardeado a usina de força de Jiyyeh, no mês passado. Segundo estimativas do país árabe e da ONU, os ataques israelenses provocaram o vazamento no mar Mediterrâneo de algo entre 10 mil e 15 mil toneladas de óleo combustível pesado.

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30.08.06

Permalink 12:25:48. criado por terramagazine

Equador: candidato indígena tem blog

Pela primeira vez movimentos indígenas do Equador lançam candidato próprio para concorrer ao cargo máximo do país. Luis Macas, presidente da principal organização indígena equatoriana, a Conaie (Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador), concorre às eleições (marcadas para o dia 15 de outubro) como candidato do movimento Pachakutik ("a era da renovação" na língua indígena quichua).

No blog que mantém desde o dia 26 de julho (www.luismacas.org), o candidato indígena traz a sua trajetória política: já foi deputado nacional entre 1996 e 1998 e Ministro de Agricultura durante os primeiros seis meses do governo de Lucio Gutiérrez. Junto com os demais integrantes do gabinete que pertenciam ao Movimento Pachakutik, renunciou ao cargo de ministro "pela traição de Gutiérrez ao programa que se havia comprometido durante a campanha eleitoral que o levou a presidência da República".

Nas últimas eleições, em 2002, os indígenas – que têm demonstrado seu poder de mobilização desde o levante massivo de 1990 – apoiaram e depois ajudaram a afastar o coronel Lucio Gutiérrez, que acabou deixando o cargo em abril de 2005.

No blog, o presidente da Conaie divulga a sua agenda como candidato, faz ataques aos EUA e Israel ("Israel está provocando tristeza e dor no povo do Líbano e a ONU não faz nada porque os Estados Unidos protegem seu aliado") e deseja a recuperação a Fidel Castro.

Conclama a formação de uma corrente nacional por uma Assembléia Constituinte que modifique "as bases da instituição caduca do Equador" e acusa "setores de poder político-econômico e certos grandes meios de comunicação que representam esse poder" de desmoralizar o movimento indígena e tentar boicotar a sua candidatura.

Há cerca de um mês e meio do pleito, no entanto, Macas não ultrapassa 2% nas mais recentes pesquisas de intenção de voto. Rafael Correa, do Movimento Aliança pelo País, vem crescendo e divide a terceira posição com o magnata Alvaro Noboa, que enfrenta a sua terceira campanha seguida desde 1998. Na frente, com cerca de 24%, está León Roldós, da Aliança Rede Ética, e Cynthia Viteri, do conservador Partido Social Cristão, tem 17% das preferências.

Ao final de alguns posts, o candidato indígena à presidência do Equador pede que os eleitores não anulem o voto e nem votem em branco, mas participem da "mudança revolucionária". De acordo com as pesquisas de intenção de voto, a maioria (cerca de 80%) é de indecisos.

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29.08.06

Permalink 12:06:48. criado por terramagazine

Universal lança rival do iTunes

A Universal Music vai apoiar um novo serviço de "download" gratuito de músicas pela internet.

O novo serviço, SpiralFrog, começará a funcionar em dezembro, num modelo de negócios diferente do oferecido pela Apple, e dependerá da publicidade para obter receita. 

De acordo com o Financial Times, o maior selo fonográfico do mundo estaria tentando lucrar com o grande aumento da distribuição digital de música, ainda dominada pelos downloads ilegais, e concorrer com o popular iTunes da Apple.

Segundo relatório divulgado no mês passado pela Federação Internacional de Produtores de Música (IFPI, sigla em inglês), a proporção é de 40 "downloads" ilegais para cada um legal.


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28.08.06

Permalink 14:57:46. criado por terramagazine

Califórnia procura limpar o nome da Cannabis

Projeto de lei que permitiria aos agricultores californianos cultivar cânhamo industrial passou pelo Legislativo dos EUA e aguarda aprovação ou veto do governador do estado, Arnold Schwarzenegger.

De acordo com a legislação americana atual, é legal produzir e vender produtos de cânhamo industrial, mas é ilegal cultivar a planta - do mesmo gênero da maconha, Cannabis, possui uma infinidade de usos, da fabricação de papel, tintas, detergentes, óleo, passando por alimentos e medicamentos, até a geração de um biocombustível. Centenas de produtos de cânhamo, incluindo barras energéticas e azeite, são feitos na Califórnia, o que obriga as indútrias a importar o material (fibras, óleo e sementes) de países como o Canadá, onde o cultivo foi legalizado em 1998.

"Os agricultores da Califórnia estão perdendo um mercado multimilionário. A medida vai permitir que a Califórnia se aproprie de uma indústria de US$270 milhões que está crescendo US$26 milhões ao ano" - afirmou um dos autores do projeto de lei, o deputado Mark Leno, ao jornal The New York Times.

Os esforços para defender a variedade de usos da planta banida não têm satisfeito as autoridades de combate às drogas estaduais e federais, que argumentam que os campos de cânhamo industrial servem apenas para esconder a Cannabis ilícita.

O projeto de lei do cânhamo é cuidadoso para evitar conflitos com o Controlled Substances Act e exige que os fazendeiros assegurem o cultivo experimental de variedades não alucinógenas da Canabbis.

Sete estados - Havaí, Kentucky, Maine, Maryland, Montana, Dakota do Norte e Virgínia Ocidental - analisam mudanças nas leis de forma a legalizar o cultivo de cânhamo. A estratégia tem sido tentar a permissão do Drug Enforcemente Administration (agência norte-americana de combate às drogas).

A Califórnia é o primeiro estado a desafiar diretamente a proibição federal, argumentando que a permissão do DEA não é necessária, imitando a luta dos estados com as autoridades federais pela legalização do uso medicinal da maconha.

O projeto de lei é mais novo capítulo do debate sobre a Cannabis, que ganhou destaque em 2004, quando a corte de apelação do Nono Circuito declarou que as leis federais anti-drogas não se aplicam à produção ou consumo do cânhamo industrial. O Congresso americano dispensou das leis de controle à maconha, a fibra, o óleo e a semente do cânhamo.

Fazendeiros de produtos orgânicos e empresários da indústria de alimentos estão tentando distanciar a imagem da planta como psicotrópico. A principal diferença entre o cânhamo e a sua "irmã", a maconha, refere-se os níveis do composto tetrahidrocanabinol (THC), fortemente presente na maconha e virtualmente inexistente no cânhamo.

Os novos empresários e partidários do cânhamo recorrem a exemplos históricos para redimir a planta proibida. Desde a chegada dos primeiros colonos, no século 18, até a aprovação da lei que proibiu seu cultivo, em 1937, o cânhamo foi uma das culturas mais lucrativas dos fazendeiros dos Estados Unidos. "Semeiem cânhamo por toda a parte e utilizem-no o quanto puderem", foi o conselho dado aos americanos por George Washington, que, assim como Thomas Jefferson, foi fazendeiro de cânhamo.

Desde 1998, a microcervejaria Lexington Brewing Company produz a cerveja de cânhamo Kentucky Hemp - o estado lidera os índices de produção do cânhamo - e destaca no folheto da Hemptech (rede de informações sobre cânhamo industrial), "os 25 mil usos conhecidos" do cânhamo.

Esses incluem desde o papel especial produzido na França pela gigantesca empresa de papel Kimberley-Clark até a produção de roupas da grife Calvin Klein. A colunista de Terra Magazine, Maria Alice Rocha, escreveu sobre a biotecnologia, a utilização de fibras alternativas como o cânhamo e a moda do industrial Hemp. Leia aqui.

A Cannabis foi tolerada no Brasil até 1830, quando o País teve sua primeira lei restringindo a Cannabis. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro tornou ilegal a venda e o uso de maconha na cidade e determinou que "os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20 000 réis, e os escravos e demais pessoas que dele usarem, em três dias de cadeia".

Até então, "os cigarros índios" eram vendidos nas farmácias e indicados para curar os sintomas da asma e para a insônia. Sobre a nova lei anti-drogas sancionada recentemente pelo presidente Lula, leia aqui.

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25.08.06

Permalink 11:53:44. criado por terramagazine

Crackers promovem onda de ataques

Grupos de crackers promoveram onda de ataques essa semana e invandiram sites de universidades, partidos políticos e órgãos públicos.

De acordo com o IDG Now!, na terça-feira (22/08) a página de acesso ao webmail do Centro de Informática de São Carlos foi desfigurada com um texto questionando a aprovação de cotas raciais em universidades federais.

No mesmo dia, a página de acesso à intranet da Universidade do Extremo Sul Catarinense também foi pichada com a mesma mensagem, que ainda prometia ataques aos sites das Universidades Federais de Minas Gerais e Brasília.

A invasão foi assinada pelo grupo "OutLaw", que também desfigurou as página de webmail dentro do site do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) com um protesto contra a descoberta de fraudes na negociação de autorizações de transporte de produtos florestais (ATPFs) dentro do órgão.

Na quarta-feira, o grupo "Bios Team" pichou os sites do PT e do PFL com mensagens contra Lula e de apoio ao número 45, do candidato do PSDB.

Nem mesmo um especialista em segurança na internet como Kevin Mitnick está a salvo. Autor de dois livros sobre segurança na internet, o hacker também teve seus sites invadidos no último final de semana: no lugar da home page dos sites foram publicadas páginas com mensagens comemorando a invasão.

Mitnick tornou-se famoso em meados dos anos 90, quando passou a trabalhar como consultor de segurança após ser preso pelo FBI e cumprir cinco anos de prisão por invadir dezenas de computadores.

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