

A CPI do Tráfico de Armas investiga 34 advogados suspeitos de trabalhar para o crime organizado. A comissão quebrou os sigilos bancário, fiscal e telefônico de 14 dos advogados investigados e espera revelar as principais contas do PCC. Só em contribuições de integrantes, a facção criminosa movimenta um valor estimado em R$ 750 mil mensais.
Parlamentares ouviram os advogados Nelson Roberto Vinha e Eduardo Diamante, ambos presos. Vinha é acusado de ter se beneficiado do fato não ser revistado por ser advogado para repassar seis celulares a presos visitados por ele em um presídio de Mauá, no mês passado.
Diamante é acusado de ter recebido R$ 15 mil para viabilizar a entrada nas prisões de telefones celulares. Ele divide com o presidiário Bruno Pascini uma empresa que fabrica bolas de futebol usando a mão-de-obra de presos. Segundo o Ministério Público, ele teria reenviado para conserto nos presídios algumas bolas recheadas de armas, drogas e celulares.