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05.07.06

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Cientistas melhoram cachaça usando radiação

Abrideira, água-benta, goró, azuladinha... A boa e velha cachaça, uma das bebidas mais populares do Brasil, que um dia já foi de consumo exclusivo dos escravos, agora conta com a ajuda da radiação para ficar ainda melhor. A aplicação da tecnologia é feita na etapa final do processo, o envelhecimento, quando a radiação gama é emitida na cachaça, acentuando alguns produtos da bebida agradáveis ao odor e paladar humanos.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo, segundo notícia publicada pelo estudante de jornalismo Rodolfo Mendes na Agência Universitária de Notícias. A USP contou com a parceria da Cornell University, dos Estados Unidos, que emprestou os equipamentos necessários para comprovar as modificações que a bebida sofre com a irradiação.

Segundo a engenheira agrônoma Maria Djiliah de Souza, que utilizou amostras de cachaça produzidas na cidade de Perdões, em Minas Gerais, até equipamentos de alta precisão são menos sensíveis que o olfato humano. A análise foi realizada por 12 voluntários que qualificaram amostras da bebida que foram ou não irradiadas. Depois, os pesquisadores registraram os aromas de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos.

Qual o impacto desse estudo para a sociedade? A orientadora da pesquisa, Nélida Lúcia Del Mastro, garante que o benefício inclui não só os amantes da famosa pinga, mas também o mercado internacional, já que a exportação de cachaça brasileira cresce a cada ano, aumentando também sua fama internacional. A tecnologia também pode ser usada para a melhoria de outros alimentos.
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Coréia do Norte realiza testes com mísseis

A Coréia do Norte promoveu hoje uma série de testes de mísseis balísticos, provocando fortes reações da comunidade internacional, em especial dos governos dos EUA e Japão. Os primeiros mísseis foram testados na madrugada de quarta-feira e o sétimo míssel foi lançado às 17h22 (5h22, horário de Brasília).

Seis mísseis eram de curto ou médio alcance e teriam caído no mar do Japão, a cerca de 600 km da costa ocidental da ilha japonesa de Hokkaido. O míssel Taepodong-2, com alcance suficiente atingir o Alasca, território dos Estados Unidos, caiu 40 segundos após o seu lançamento

O audacioso exercício militar norte-coreano - realizado no dia em que os Estados Unidos comemoram a independência do país e paralelamente ao lançamento do ônibus espacial Discovery - foi classificado pelo governo dos EUA como "uma provocação". "A Coréia do Norte mais uma vez optou pelo isolamento", disse o secretário de imprensa do governo americano Tony Snow.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje a portas fechadas para discutir a crise dos mísseis asiática. A reunião foi solicitada pelo embaixador do Japão na ONU, Kenzo Oshima, e o Japão pode apresentar um projeto de resolução contra a iniciativa norte-coreana que imponha sanções econômicas. 

O porta-voz do governo japonês, Shinzo Abe, anunciou uma série de sanções à Coréia do Norte, entre elas a proibição de entrada no Japão de funcionários norte-coreanos e das tripulações de navios e aviões da Coréia do Norte.

O programa de mísseis norte-coreano tem como base a tecnologia Scud, adquirida através da compra de projéteis da extinta União Soviética e do Egito ao longo das décadas de 1960 e 1970. Atualmente, estima-se que a Coréia do Norte tenha mais de 800 mísseis balísticos. Já vendeu mísseis para o exterior - o Irã é um dos principais compradores.

Washington e Pyongyang estão em um impasse sobre o programa nuclear norte-coreano desde 2002. A Coréia do Norte alega ter armamentos nucleares, mas nunca permitiu a confirmação da informação por analistas internacionais.

A Coréia do Norte disse em artigo publicado hoje na imprensa oficial, ter um poderio militar invencível, mas não fez menção ao lançamento-teste de seis mísseis.

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