

O porta-voz israelense, Avi Pazner, afirmou hoje que Gilad Shalit, o soldado israelense seqüestrado no último dia 25 por grupos extremistas palestinos, ainda está vivo.
Horas depois do ultimato dado pelos seqüestradores para a libertação de presos palestinos em troca do soldado, Pazner disse ao canal de notícias francês LCI: "Nós sabemos que, até agora, Gilad Shalit está vivo. Sabemos que ele está ferido e que foi atendido por um médico palestino alguns dias atrás."
O porta-voz do Exército Islâmico, Abu Muthana, reagiu dizendo que, como os israelenses ignoraram o ultimato, a partir de agora não haveria mais negociações ou informações sobre o estado de saúde do soldado.
Os três grupos palestinos que reivindicaram o seqüestro - Exército Islâmico, Comitês de Resistência Popular e o braço armado do Hamas - deram até as 6h desta terça-feira (0h em Brasília) para Israel libertar mulheres e jovens palestinos detidos em suas prisões.
O governo israelense já havia dito que não negociaria com os ativistas palestinos e afirmou que nada mudou com o fim do ultimato. "Nossa posição não mudou. O certo é não premiar o terror, não se render ao terror, mas o contrário", afirmou o ministro da Justiça israelense, Haim Ramon, em entrevista à Rádio do Exército.
Em resposta ao seqüestro, tropas e tanques israelenses invadiram o sul da faixa de Gaza no dia 27 para resgatar o soldado. Batizada de operação "Chuvas de Verão", a incursão prossegue e durante a madrugada as forças israelenses realizaram bombardeios aéreos no norte da Faixa de Gaza.